Lá pelos 16 anos, Fábio Azeredo gostava mesmo de jogar futebol (era do Palmeiras) e ouvir samba. Seu avô, Ronaldo Azeredo, um dos maiores expoentes da poesia concreta do país, percebendo o gosto musical do neto o chamou de canto e falou: “Você gosta de samba? Então vai escutar samba de verdade”. E colocou de Noel Rosa a Cartola para o garoto entender na prática. Se isso mudou a vida de Fábio (agora) Brazza? Basta ouvir “Filho da Pátria”, disco que lança em versão digital, onde mergulha no rap com altas doses de samba e outras vertentes brasileiras, produzido por Rick Dub, Lua Lafaiette, Marcelo Calbucci e Blood ZNO.

Todo o trabalho foi concebido enquanto Fábio morava nos Estados Unidos. Daí ser tão calcado na linguagem universal do rap e daí ter tanta nostalgia brasileira em forma de ritmos e poesia.

Exala a transgressão do garoto que estudou Ciências Sociais na Puc, em São Paulo, e que aos 11 anos conheceu o mundo do rap, da estação São Bento, por Mano Brown, à praia, por Gabriel o Pensador. Remete à primeira experiência que Fábio teve propriamente na música, quando aos 19 anos foi conhecer a tal batalha de rimas, na estação Santa Cruz, em São Paulo, e saiu de lá campeão da modalidade. E alcança o período em que viveu nos Estados Unidos, suportado por uma bolsa de estudos e os gols que marcou pela Universidade Wingate, na Carolina do Norte.

No estúdio, fez valer todo background artístico e de vida. Tanto é que abre o trabalho com a música que dá título ao disco, “Filho da Pátria”, onde promove uma ode ao país em que nasceu.

Parte para a rima e poesia pura em “Sem Moda, Sem Medo”, e alcança o que considera a honra maior do trabalho de estréia com “Time to Love” e a participação de um de seus ídolos de infância, o rapper norte-americano Chali 2na, do grupo Jurassic Five. Com direito a videoclipe gravado na Ásia e no Capão Redondo.

O samba engole o disco nas seguintes, “Samba de Rap” e “Ninguém pode parar”. Fala e canta com propriedade de boleiro em “Maria Chuteira” e presta tributo a outro ícone, o lutador Anderson Silva, na música que leva o nome do ídolo do MMA e que o próprio endossa ao postar em suas redes sociais.

Presta mais homenagens em “Meus Heróis”, onde desfila o séquito de influências, e chegamos à emblemática “Acorda”. A canção foi composta na viagem de volta que fez ao Camboja, onde prestou trabalho voluntário. Pouco antes soubera da situação brasileira de revolta da população e crescimento de manifestações, fez a letra no avião e no dia seguinte estava em estúdio gravando.

Na reta final ainda temos a jazzística “História de Cinema” e a soul funkeada “Desde Muito Tempo Atrás”. Não finaliza sem mais tributo, desta vez à mãe, em…”Mãe”. Que qual ciclo morde o próprio rabo e remete a “Filho da Pátria”. Tu és, Fabio Brazza.

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